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domingo, 18 de setembro de 2011

Como Resgatar Ex-Adventistas



Desde quando me tornei Adventista do 7º dia eu tenho visto centenas de pessoas entregarem suas vidas a Deus, e também entrarem para Sua Igreja.

Por outro lado, também conheci outros tantos que, em algum momento da jornada, se desviaram do Caminho e preferiram abandonar (ou apenas "esfriar") da fé.

Como família, o que podemos fazer para ajudar nossos irmãs e irmãs que estão distante do Pai a retornarem para Seus braços de amor? Onde temos falhado como instituição? Onde podemos melhorar para que os que são batizados sintam prazer em permanecer entre nós? O que fazer para trazer de volta aqueles que um dia estavam aqui com a gente?

Encontrei um excelente material sobre este assunto, o qual foi compilado por um dos maiores evangelistas do nosso País - o Pr. Emílio Abdala (IAENE).
Buscando as Ovelhas Perdidas

Tipos de afastados difíceis de resgatar:
1 – Ex-empregados de Instituições Adventistas – Por alguma razão, uma instituição se torna impessoal. Não é prudente encorajar novos membros a se empregarem em instituições. Eles perdem o amor e o toque pessoal da igreja, pois a instituição se relaciona mais na base comercial.

2 – Ex-professores – Um dos mais difíceis tipos. Geralmente são frios e calculistas. Pessoas nessa categoria não se convencem com argumentos doutrinais.

3 – Profissionais da saúde – O treinamento acadêmico, a irregularidade de tempo, a pressão do dever, a associação com o mundo e a prosperidade financeira desgastam a sua conexão com a igreja. Os que sobrevivem a tudo isso se tornam dedicados membros da igreja, mas muitos decidem não mais pertencer à ela. São difíceis de se aproximar porque são sempre ocupados.

4 – Neuróticos espirituais – Alguns se tornam obstinados pela pseudopsicologia, espiritismo, mania por tratamentos naturais, pentecostalismo, sonhos e visões. Não se pode fazer muito por eles. Alguns abandonam suas excentricidades e voltam à normalidade, mas uma vez conectados à igreja, podem criar danos à harmonia dos membros.

5 – Financeiramente prósperos – Alguns caem nos tentáculos da prosperidade e associações comerciais. Tornam-se orgulhosos e de “nada têm falta”. Seu ouro é seu deus. Pouco se pode fazer por eles até que as circunstâncias os levem à necessidade.

6 – Intelectualmente orgulhosos – Alguns são jactanciosos de seu ceticismo, suas dúvidas e sua habilidade de encurralar o pregador em uma discussão. Argumentar é perda de tempo, pois são firmes em suas opiniões.

7 – Facções independentes – Provavelmente sejam ex-obreiros ou líderes da igreja. Saíram pelo orgulho e rebelião e tiveram grande satisfação em lutar contra a igreja.
Tipos facilmente resgatáveis
1 – Ex-pastores – Alguns tiveram uma queda moral e se entregaram temporariamente aos laços do pecado, mas eles ainda amam a verdade em sua totalidade. Mesmo que não consigam retornar ao antigo status, apreciarão aceitação e perdão.

2 – Ex-colportores e professores de escolas adventistas – Os problemas de ambos são os mesmos: as dificuldades financeiras os deixaram amargurados ou os desanimaram a permanecer na igreja. Ainda crêem nas doutrinas, mas necessitam perceber nosso amor e interesse por seu retorno.

3 – Jovens provenientes de lares divididos – Crianças batizadas na idade entre 9 a 12 anos, ao envelhecerem abandonam a igreja, não por terem sido mal doutrinadas, mas pela atuação em seu lar. Eles raramente perdem seu amor pela verdade. Depois de provar as atrações do mundo, eles descobrem a sua nulidade e anseiam pelo conforto e segurança da igreja.

4 – Os casados com infiéis – Casamento com pessoas que não possuem a mesma esperança é um dos maiores fatores que expandem as fileiras dos apostatados. Alguns saem por causa dos laços naturais que esse envolvimento traz: compromisso em matéria de recreação; descuido na observância do sábado; rebaixamento nos padrões de vestuário, etc. Por algum tempo são indiferentes e frios, mas sempre vêm momentos em que caem em si: “Ei, o que está ocorrendo comigo?”. Há também o problema de mães solteiras que necessitam de compreensão e não de condenação.

5 – Mães de crianças recém-nascidas – Esse é um período em que perdemos muitas mulheres da igreja. Durante a gravidez ela se sente desconfortável, e quando o bebê nasce aumentam os cuidados. Na igreja o bebê chora consideravelmente. Se a igreja é pequena, muitos sugerem: “Por que não leva o bebê para fora? Ele está perturbando o culto”. Frustrada, ela diz, “só voltarei quando o Alfredinho tiver idade para ficar na Escola Sabatina”. Logo ela se afasta, não porque não crê na profecia das 2.300 dias, por exemplo, mas por falta de ajuda dos membros. Elas são fáceis de resgatar pois querem seus filhos na igreja.

6 – Pessoas com problemas de trabalho aos sábados – Muitos saíram em tempo de crise relacionada ao trabalho aos sábados. Talvez um pai preocupado com seus débitos se enfraqueça quando ameaçado com a perda do emprego. Eles ainda amam a mensagem e pretendem retornar quando estiverem “equilibrados financeiramente”.

7 – Pessoas que experimentaram queda moral – Às vezes a igreja rotula a parte inocente e a parte culpada em um problema moral. Então a parte culpada sente que há pouca esperança de ser reconciliado com a igreja novamente a despeito da convicção que possam ter.

8 – Vítimas de hábitos – Álcool, tabagismo ou drogas. Eles são fracos. Somente a bondade e amor podem resgatá-los de volta. Deixe-os saber que você confia nele e continuará orando por seu restabelecimento. Fortaleça-os com o pensamento de que Deus é poderoso – 1Cor. 10:13.

9 – Pessoas do tipo “Filho Pródigo” – Crêem nas doutrinas, mas desejaram experimentar o mundo. Faça-os saber do amor que a igreja tem por eles e que quando eles estiverem prontos para voltar serão bem recebidos. Aguarde até que tenham “gasto tudo”. Se são jovens, vocês poderão ganhá-los com um vigoroso programa recreativo e espiritual em sua igreja. Não torne a religião sem atrativos, enfatizando apenas os “nãos”, mas seja criativo em novas formas de envolvê-los.

Sugestões para visitação

Após se apresentar àqueles que receberão sua visita de maneira sincera, calorosa e amigável, você poderá introduzir o assunto com algumas perguntas, como as que se seguem:
1. Que trabalho você faz? Gosta do que faz?
2. Mora aqui há muito tempo?
3. Quantos filhos você tem?
4. Você já foi um dia membro de nossa igreja?
5. Onde?
6. Quanto tempo você freqüentou a igreja?
7. Ainda crê na mensagem pregada pela Igreja Adventista?
8. Já pensou em voltar algum dia para a igreja?
9. Há algo que o impede de retornar?
10. Não é prudente adiar o seu regresso, não é verdade? Com crianças tão lindas como essas, que grande responsabilidade a sua de educa-las nos caminhos de Deus! Quanto mais você esperar, menos serão as chances de ajudá-las a se entregarem a Jesus. Quero convidá-lo para um programa especial (ou reunião evangelística) neste sábado.

O que “fazer” e o que “não fazer” ao trabalhar com ex-adventistas

1. Vá logo ao ponto – Instintivamente ele já sabe a que você veio e se sente desconfortável com os rodeios. Quanto mais cedo você for ao ponto, menor o período de tensão. Você se sente à vontade conversando com um médico com uma seringa na mão?

2. Permita que a amargura venha à tona – Ele está sobrecarregado com rancores e mágoas longamente retidas. Ele culpa a igreja por injustiças reais ou imaginárias, sua mágoa é contra o presidente ou o ex-pastor. Ouça de maneira gentil; ouça com interesse. Diga-lhe, “se eu estivesse em seu lugar e tivesse sido tratado assim, eu me sentiria como você”. Quando ele percebe que você está do mesmo lado, começa a se desarmar.

3. Não defenda ninguém – Não importa quem ou o que o afastado ataque, não defenda ninguém. No momento em que você defende alguém, automaticamente, a mente dele identifica você como seu inimigo. A partir deste ponto você se torna impotente para ajudá-lo.

4. Não traia a confiança do ex-membro – Não dê publicidade ao que ele lhe falou. Melhor não repetir certas coisas, pois se ele descobrir que você vazou confidências, nunca mais confiará em você nem na igreja.

5. Não demore – Há momentos em que precisa ouvir uma longa história de decepção. Mas normalmente 15 ou 20 minutos são suficientes. Se respeitar esta regra, as portas se abrirão para você na próxima vez.

6. Sempre conclua sua visita com uma oração – Não pergunte se ele deseja uma oração. Diga-lhe: “Bem, preciso ir. Mas antes de partir, vamos fechar os olhos para uma oração?
Sugestões de frases a serem usadas na oração:
“Ajude-o a não se demorar muito neste mundo, mas a estar na arca quando o dilúvio chegar”.
“Perdoa-nos pela dor que nós como igreja lhe causamos, e ajude-o a reconhecer que o amamos e aguardamos o seu retorno”.
“Senhor, desejo que suas crianças estejam seguras em seguir os seus passos, e que esses passos estejam na direção da vontade de Deus”.

7. Faça um breve convite para as reuniões evangelísticas ou para a Escola Sabatina – Não tente forçá-la a prometer que irá. A visitação deverá ocorrer de forma casual e amigável.

8. Saia imediatamente após a oração – Não demore. Cada minuto gasto no lar após a oração final desfaz o efeito de sua visita. Isso é vital!
Não faça!
1. Não tente arranjar uma série de estudos bíblicos – Muitos tomam isso como afronta, pois já conhecem as doutrinas. O que necessitam é de amor e reconversão. Reconduzi-los a uma reunião evangelística ou a Escola Sabatina é a melhor maneira de ganhá-los.

2. Não aceite dinheiro do ex-membro – Muitos confirmam a ideia de que o que realmente queremos é o seu apoio financeiro para a igreja. A exceção é o dízimo. Se ele quer devolver o dízimo, entregue-lhe o recibo.

3. Não argumente sobre normas da igreja – Apenas peça que ele ore sobre essas coisas e peça a Deus para tornar o assunto claro. A oração muda corações de tal maneira que os argumentos são impotentes de fazê-lo.
Procedimentos pós-visitação
1. De tempo em tempo telefone para o ex-membro mantendo-o informado sobre os interessantes eventos da igreja. Mas não o incomode com chamadas fora de hora ou extensas.

2. Aproveite a aproximação de eventos importantes como desculpa para visitá-lo para um convite. Ofereça-lhe transporte ou marque um horário para irem juntos.

3. Peça a alguém da mesma idade ou do mesmo grupo social (profissão) para se aproximar do ex-membro.

4. Ajude-o a solucionar problemas que dificultam a sua assistência à igreja:
a. Alguém que cuide dos seus filhos em casa ou no lar
b. Transporte aos que moram distantes
c. Assistência a algum doente sob seu cuidado que o impede de ir à igreja.

5. Ocasionalmente, leve em sua casa um livro, um pão integral, buquê de flores ou uma cesta de frutas.

6. Após se tornar familiar com ele, envie-lhe cartões de aniversário ou de ocasiões especiais.

7. Faça-lhe uma assinatura da revista Revista Adventista.

8. Ex-membros raramente resistem a um apelo de entrega após um período de contínua oração intercessória em seu favor.
O que pode ser feito:
1 – Comece imediatamente um programa de visitação aos desaparecidos ou ex-membros.

2 – Implemente o programa de Pequenos Grupos para promover o companheirismo, estudo da Bíblia e oração.

3 – Organize um forte programa de visitação, com anciãos e diáconos regularmente visitando os membros designados a eles.

4 – Fortaleça o ministério do ensino na Escola Sabatina

5 – Descubra uma liturgia mais rica com muitos cânticos congregacionais, testemunhos e cultura da Bíblia.

6 – Mude o sistema de Transferência de membros. Não deixe a iniciativa de pedir a carta para o membro somente.

7 –Não enfatize ensinos que são mais baseados em cultura do que na Bíblia.


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Colocando em prática estes princípios, teremos a alegria de vermos muitos retornando para a Casa de Deus.
"... Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou" (Lucas 15:20).

Blog Pastor Gilson Medeiros

domingo, 14 de agosto de 2011

É verdade que a IASD marcou datas para a volta de Jesus?



"Já me disseram que tanto Ellen White como muitos outros pioneiros Adventistas marcaram várias datas para o retorno de Jesus. Isso é verdade?" 

Eu AINDA fico impressionado com a maneira como os opositores dos Adventistas agem.

A maioria esmagadora dessas pessoas nunca se dignou a ler algum livro da História Denominacional dos Adventistas, e limitam-se, apenas, a repetir a ladainha que ouvem em seus cursos doutrinários fajutos e pregações equivocadas. São os "crentes papagaios..."

Dentre as inúmeras dessas "ladainhas", uma comumente utilizada é a de que "os Adventistas marcaram datas para a volta de Jesus", tentando assim desacreditar a forte base doutrinária desta Igreja.

Como eu disse, tais pessoas repetem estes frágeis argumentos pelo simples fato de não conhecerem o que REALMENTE aconteceu no surgimento da IASD... ou então agem de má fé, repetindo falácias que sabem que são inverídicas! Prefiro crer na primeira opção...

Todos sabem, e os livros denominacionais estão ai para confirmar, que a Igreja Adventista só surgiu na década de 1860, ou seja, quase 20 anos depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844. Na verdade, quem marcou esta data foi um BATISTA, o senhorGuilherme (ou William, em inglês) Miller. Ele, sim, foi quem fez os cálculos e descobriu que algo muito importante ocorreria em 22-10-1844. Seu erro foi acreditar que o evento seria a VOLTA DE JESUS.

Como sabemos hoje, Miller errou no evento, mas não nos cálculos da data. Ou seja, a data estava correta... o que estava errado era o pensamento de que este seria o dia do retorno de Jesus, conforme a crença evangélica daquela época.

Depois deste fatídico dia (22-10-1844), o Movimento Millerita (também chamado de Movimento Adventista por alguns, porém não deve-se confundir com a Igreja Adventista do 7º Dia), se fragmentou em diversos ramos.

Algumas pessoas continuaram refazendo os cálculos de Miller, e repetiram o erro de datar o retorno de Jesus. Mas NUNCA a Igreja Adventista do 7º Dia, como Instituição organizada, cometeu tal erro.

A Igreja Adventista, e seus hoje quase 20 milhões de membros, não pode ser continuamente acusada e ridicularizada (insisto, pelos que preferem não conhecer sua História), devido ao erro de algumas pessoas que, posteriormente, formariam a primeira geração de membros da denominação. Da mesma forma, hoje não podemos condenar uma denominação inteira porque alguns membros, equivocadamente, gostam de pensar, por exemplo, que um tal 
CHIP MONDEX será a marca da besta.

Na sua excelente obra doutoral ("Crises na Igreja Apostólica e na Igreja Adventista do 7º Dia"), o Pr. Luiz Nunes traz o seguinte esclarecimento:

"A tendência literalista exagerada do historicismo de alguns estudiosos adventistas os levou ocasionalmente a marcar novas datas para o Segundo Advento, ameaçando assim a credibilidade do adventismo. Após a decepção de 22 de outubro de 1844, a Segunda Vinda de Cristo foi aguardada por alguns para abril de 1845, quando terminaria o ano judaico de 1844... Tendo falhado esta previsão, surgiram alguns artigos propondo novas datas" (pág. 104).

Entre estes "calculistas" estavam: O. R. L. Crosier, Hiram Edson, Joseph Bates, e outros.

Porém, antes de outubro de 1845, como lembra o Pr. Nunes, Ellen White recebeu uma visão advertindo que a tentativa de marcar novas datas seria sempre motivo de desapontamento (como o é até hoje! Basta relembrar o fiasco recente de uma igreja americana em 21/05/2011). Veja o que ela declarou posteriormente:

"Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada no tempo" - Mens. Escolhidas, vol. 1, pág. 188.

Como vemos, muitos anos ANTES de nascer a Igreja Adventista do 7º Dia, Ellen White já fora orientada sobre o erro de marcar datas para a volta de Cristo, ou para qualquer outro aspecto temporal da profecia apocalítica, posterior a 22 de outubro de 1844.

Portanto, cai por terra mais esta falácia: de que Ellen White e os "pioneiros" da Igreja Adventista do 7º Dia cometeram sucessivos erros na datação do retorno de Cristo.

Pena que ainda vamos ouvir esta ladainha mentirosa MUUUUUUUIIIITAS vezes...

FONTE: BLOG PASTOR GILSON MEDEIROS

sábado, 6 de agosto de 2011

Você se sente uma pessoa perdoada?



Não precisamos viver atormentados pela culpa, pois Deus quer nos perdoar...

Há uma história na Bíblia que ilustra de forma muito clara a extensão do amor de Deus pelo pecador. Muitas vezes, só reconhecemos a necessidade que temos de Deus quando estamos em situação desesperadora. Foi o que aconteceu com Manassés (2Crôn. 33:1-17) - ótimo texto para um sermão!

Ele foi um rei que fez o que era mau diante de Deus, e levou o povo a uma completa apostasia, pior do que os que vieram antes dele. Haveria salvação para um homem como Manassés? O que podemos aprender de sua história?
Ele era um rei cruel e idólatra (vv. 1-9)
Manassés teve uma trajetória de vida marcada pela apostasia. Aquele que fora escolhido para ser o representante de Deus, conduziu o povo a um poço cada vez mais fundo. Vejamos alguns dos pecados que são atribuídos a ele:
1. Construiu altares aos deuses pagãos.
2. Adorava os astros
3. Praticava feitiçarias, adivinhações, bruxarias, mediunidade.
4. Queimou os próprios filhos ao demônio.
5. Profanou a casa de Deus, enchendo-a de ídolos pagãos.

Ao olhar para a história de Manassés vemos o quanto ele foi fundo no pecado. Haveria salvação para um homem assim?
Certo dia, há alguns anos, a cidade de Natal acordou chocada. Um homem havia acordado pela manhã com o firme propósito de matar. Matar quem ele encontrasse pela frente.
Os noticiários de rádio muito cedo começaram a informar a tragédia.
Próximo a Natal há uma cidadezinha chamada Santo Antônio. Fica a poucos quilômetros ao norte de Natal.
Este homem saiu de sua casa, armado com facão e facas, e foi seguindo pela estrada que liga Natal e São Gonçalo do Amarante, ferindo aqueles que cruzavam seu caminho.
A Polícia foi avisada e rapidamente dirigiu-se ao local. Conseguiu encurralar o homem em uma pequena granja num povoado próximo a Santo Antônio. Sentindo-se acuado, ele decidiu partir em direção aos policiais, que o alvejaram com vários tiros. Ele já havia ferido várias pessoas naquela manhã, e matado outras 15!
Se este homem tivesse escapado com vida, e tivesse, depois de algum tempo, buscado o perdão de Deus, teria recebido misericórdia? Deus perdoaria um ato tão brutal e demoníaco?
É claro que sim!

Muitas vezes o pecador é “despertado” de forma dolorosa (vv. 10-13)
Apesar de todas as tentativas que Deus fez de trazer de volta o rei e o povo, eles O rejeitaram (v. 10). Agora só restava uma alternativa: a opressão da Assíria.
Por volta do ano 650 a.C., Assurbanipal invade Judá e leva Manassés prisioneiro. O poderoso rei de Israel, que deveria ser o representante máximo de Jeová para o mundo, agora estava humilhado, acorrentado, tratado como um animal, sendo conduzido com ganchos no nariz.

Na maioria das vezes, quando desprezamos os chamados de Deus, temos que sofrer as conseqüências da desobediência, e o sofrimento é o que nos despertará, quando o puro amor não conseguiu.

Alguma vez você já se sentiu assim? Sofrendo em conseqüência de ter desobedecido a Deus?

Em uma prisão imunda, Manassés lembra-se de que Jeová ainda estava vivo. O Deus a quem ele tanto desprezara era sua única salvação naquele momento. Assim como Davi no Sl 103:8-11, Manassés suplica a misericórdia de Deus, e Deus Se torna favorável para com ele (Que Deus maravilhoso!).
O Senhor o livra da prisão, e permite que ele retorne para Judá, para restaurar todas as barbaridades que, como rei, havia praticado em toda sua vida.
Apesar de toda maldade, Deus dá uma nova chance a Manassés, e o coloca novamente no trono da nação.
O conceito de perdão de Deus é muito diferente do ser humano. Deus “perdoa e esquece”.
Quantos de nós colocaríamos novamente Manassés no trono? Quantos de nós permitiríamos que nossos filhos fossem acampar com um membro “fiel” da Igreja, que no passado havia sido um estuprador e assassino? Confiaríamos nossos filhos a alguém com um passado tão negro?

Penso que não!

Nosso conceito de perdão é diferente – perdoamos mas não esquecemos, e na primeira oportunidade jogamos tudo "na cara" outra vez!
A alegria de ser perdoado (vv. 14-17)
Ao retornar para o reino, Manassés começa uma obra de reforma na nação que ele havia conduzido à apostasia. Sabe por quê?
Não é possível receber o toque do perdão de Deus e continuar na mesma vida de pecado.
Não é possível sentir a plenitude da graça e não querer restaurar a vida arruinada.

Manassés restaura o culto ao Deus verdadeiro, e conduz o povo de volta ao Senhor.
A restauração foi completa: Templo, casas, altares, vidas, destruição dos ídolos, etc.
O povo agora adorava somente ao Deus Eterno (v. 17) – que vitória!
Caro internauta...

Há momentos em que chegamos a pensar que o perdão de Deus não é suficiente para restaurar criminosos tão bárbaros como os que aparecem diariamente nos noticiários policiais.


Mesmo dentro da Igreja tenho encontrado pessoas (jovens ou adultos) que vivem um tormento pessoal por não acreditarem que foram perdoados pelo Senhor. Sentem-se sem Deus e sem esperança no mundo.
O que normalmente pensamos é que pessoas que vão tão fundo no pecado não conseguirão retornar e mudarem para uma vida de santidade e obediência a Deus.
Mas a história de Manassés nos mostra que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” de Deus. Temos um Advogado junto ao Pai, que está disposto a interceder por todo aquele que suplica pela misericórdia divina.
Há perdão para mim e para você também... sempre que você estiver disposto a recebê-lo.
Quando alguém que vagou longe no pecado procura voltar para Deus, encontrará suspeita e crítica. Há os que duvidarão de que o arrependimento seja genuíno, ou insinuarão: ‘Ele não tem estabilidade; não creio que resista’. Tais pessoas não fazem a obra de Deus, porém a de Satanás, que é o acusador dos irmãos. Por suas críticas, o maligno espera desencorajar aquela alma, afastá-la ainda mais da esperança e de Deus” – Parábolas de Jesus, pág. 190.


Seja um(a) promotor(a) da esperança.... e não da "desesperança"....

FONTE: BLOG: GILSON MEDEIROS

sábado, 2 de julho de 2011

Angústia de Jacó - Será?!

"Logo vi os santos sofrendo grande angústia de espírito. Pareciam cercados pelos ímpios habitantes da Terra. Todas as aparências eram contra eles. Alguns começaram a recear que finalmente Deus os houvesse deixado a perecer nas mãos dos ímpios. (...) Foi uma hora de angústia assustadora, terrível, para os santos. Dia e noite clamavam a Deus, pedindo livramento. Quanto à aparência exterior, não havia possibilidade de escape. Os ímpios já tinham começado a triunfar, clamando: "Por que vosso Deus não vos livra de nossas mãos? Por que não ascendeis ao Céu, e salvais a vossa vida? Mas os santos não lhes prestavam atenção. Como Jacó, estavam lutando com Deus. Os anjos ansiavam libertá-los, mas deviam esperar um pouco mais; o povo de Deus devia beber o cálice e ser batizado com o batismo. Os anjos, fiéis à sua incumbência, continuavam a vigiar. Deus não consentiria que Seu nome fosse vituperado entre os gentios. Quase chegara o tempo em que Ele deveria manifestar Seu grande poder, e gloriosamente libertar Seus santos. Pela glória de Seu nome, Ele desejava libertar cada um daqueles que O haviam esperado pacientemente, e cujos nomes estavam escritos no livro" -História da Redenção, pág. 407.

Uma experiência futura do povo de Deus será aquela conhecida como "angústia de Jacó" (cf. Jer. 30:7). Segundo a Bíblia, este patriarca de Israel, ao decidir retornar para a casa de sua parentela, deparou-se com o Anjo do Senhor, que travou uma luta com ele durante toda a noite.

Qual era, de fato, a "angústia" de Jacó?

O relato bíblico diz que Jacó fugiu da casa de seus pais porque usou de artimanhas para conseguir a bênção da primogenitura, algo que somente o filho mais velho deveria ter o privilégio de receber (cf. Gên 25ss).

Como um enganador "nato" (desde o útero... rs), Jacó enrola o irmão e o próprio pai, saindo vitorioso na trapaça, e recebendo a almejada bênção.

Porém, ao longo de sua vida esta culpa e remorso parece persegui-lo. 
Quando, vários anos depois, agora já casado e rico, Jacó resolve voltar para a casa de seus pais, o encontro com seu irmão Esaú parece enchê-lo de dúvidas e medo.

- Será que meu irmão me perdoou? E meu pai, será que também aceitará me receber?

Dúvidas cruéis... "Será?"

Você já observou como esta pequena expressão nos persegue? Muitos pregadores gostam de usá-la em seus sermões, especialmente naqueles conhecidos como "de chicote". Alguns exemplos:
- Será que Deus está satisfeito com este culto que estamos oferecendo a Ele?
- Será que este culto tão irreverente, com tantas crianças chorando e correndo de um lado para o outro, está mesmo sendo agradável aos olhos do Senhor?
- Será que é certo usar este tipo de instrumento na adoração a Deus?
- Será que você está mesmo sendo fiel nos dízimos e nas ofertas?
- Será que você está educando seu filho da melhor maneira?
- Será que seu casamento ainda tem solução?
- Será que você estaria salvo se Jesus voltasse hoje?
- Será que Deus já perdoou seu passado negro e obscuro?

Será? Será? Será? Será?

Já percebeu como muitos de nós vivem em função do "será?" ?
- Será que meus colegas da nova escola vão me aceitar?
- Será que não vão me chamar de "velha" ou de "beata" se eu deixar de usar maquiagem?
- Será que os irmãos da igreja vão perceber que este meu relógio, na verdade, é uma pulseira "disfarçada"?
- Será que meu namorado vai continuar gostando de mim se eu disser "não" a ele?
- Será que ela(e) não vai querer me trair se eu disser que prefiro deixar o sexo para depois do casamento?
- Será que eu não estou muito gorda(o)?
- Será que eu não estou muito magro(a)?
- Será que não seria melhor eu ir trabalhar neste sábado, somente neste, para não perder meu emprego?
- Será que eu vou encontrar algum rapaz Adventista que seja sincero, consagrado, romântico? Será que não seria melhor eu começar a namorar com o X? Ele não tem a mesma fé que eu tenho, mas será que eu não consigo convertê-lo?
- Acho que o melhor é eu deixar de ir à igreja. Tem muita gente falsa lá. Será que eu não posso continuar sendo fiel a Deus apenas em casa?

Será? Será? Será? Será?

É impressionante como esta palavrinha é usada para nos deixar em "dúvida" sobre algum ponto. Ela nos deixa apreensivos e inseguros.

Voltando à "angústia de Jacó" nos últimos dias...

Uma das últimas tentativas do inimigo de nossas almas será (aqui apenas para exprimir o futuro do verbo... rsrs) nos colocar em dúvidas sobre a nossa salvação. Enquanto o mundo todo estiver unido para exterminar o povo que guarda os mandamentos de Deus (cf. Apoc. 14:12; 12:17), a dúvida estará colocada: "Será que Deus realmente me perdoou? Será que eu não serei destruído pela fúria satânica? Será que não seria melhor desistir e me colocar do lado "mais forte"?

Isso mesmo! Satanás tentará nos deixar inseguros sobre nossa condição justificada diante de Deus. A maioria de nós serão levados a exercitarem seus mais angustiantes limites mentais e espirituais.

Somente se estivermos, DESDE JÁ, seguros de nossa condição de justiça diante do Trono de Deus, é que conseguiremos resistir à pressão que está à nossa frente.

Jesus é nosso Advogado, Sumo-Sacerdote... e Juiz. Ou seja, NÃO HÁ O QUE TEMER, se nos colocarmos inteiramente em Suas mãos, e confirmarmos em Sua misericórdia e em Sua justiça redentora.

Os "Jacós" de hoje, assim como o Jacó do passado, não precisam temer, pois seu perdão e sua salvação já estão garantidos!

"Se, porém, seus olhos se pudessem abrir, ver-se-iam rodeados dos anjos de Deus. Veio em seguida a multidão dos ímpios, cheios de ira, e, atrás, uma multidão de anjos maus, compelindo os primeiros a matar os santos. Antes que pudessem, porém, aproximar-se do povo de Deus, os ímpios deveriam passar primeiro por essa multidão de anjos poderosos e santos. Isso seria impossível. Os anjos de Deus os estavam fazendo recuar, e também fazendo com que os anjos maus que os cercavam de todos os lados caíssem para trás" - História da Redenção, pág. 407.


A justiça divina se consumou na Cruz do Calvário... Para o pecador arrependido, só restou a GRAÇA LIBERTADORA.
Aleluia!

FONTE: BLOG PASTOR GILSON MEDEIROS